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Depois Daquela Noite

byAimee20©

Eu não tinha como fugir. Havia convidado Marius para minha casa. Estávamos, naquele momento, no meu quarto e podia notar a excitação dele sob suas calças de brim. E seus olhos estavam fixos nos meus...

Como fui me ver tal situação?

Meu nome é Aimée, tenho por volta de vinte anos, estudo Direito. Marius é meu colega de faculdade. Costumávamos estudar juntos. Éramos apenas bons amigos, por assim dizer.

Um dia, subitamente, eu notei uma cintilação maliciosa nos seus lindos olhos castanho-escuros. Meu coração começou a bater acelerado sob o seu magnetismo.

O tom da minha pele é muito claro. Cabelos castanho-claros compridos emolduram meu rosto, que, naquele momento, parecia estar ruborizando do pescoço à cabeça.

Para minha infelicidade, meus olhos são igualmente muito claros, cor de âmbar, assim não havia como esconder de ninguém, muito menos de Marius, que eu estava profundamente perturbada.

E fascinada.

Marius tinha uma expressão divertida nos olhos. Alto, um metro e oitenta e quatro, cabelos castanho-claros longos, os olhos de uma tonalidade mais escura do que a cor dos cabelos, forte e charmoso. Um tipo e tanto, devo salientar. Mas o que ele estava fazendo comigo?

Só me restava um opção: testar meus sentimentos. Uma vez que não conseguia me decidir se o que sentia por ele era mera atração física ou algo mais profundo.

Não custou sequer uma semana e meu pai foi viajar deixando a casa aos meus cuidados. Absolutamente sozinha, convidei-o para conversarmos e tomarmos vinho.

Para a ocasião, optei por um conjunto casual: top azul, calças jeans e sandálias abertas de salto baixo.

Não queria chamar a atenção, se alguma química existisse entre nós, deveria fluir naturalmente, sem artifícios.

Quando a campainha tocou, meu estômago contraiu-se de expectativa e ansiedade.

Abri a porta, ele é um pouco mais alto do que eu, porém, a exuberância do seu tórax, os músculos dos seus braços, o volume atormentador e instigante das suas coxas, inspiraram-me uma insegurança familiar e um deslumbramento fascinante ao mesmo tempo.

Hum... E aquele provocante e suave perfume masculino que ele o tornava ainda mais tentador.

Enquanto eu o escoltava até a sala-de-estar, curiosidade e tensão cresciam dentro de mim.

"Por favor, sente-se no...", ia indicando o sofá, quando ele beijou-me sem recato entre os lábios e a face, deixando-me vermelha na sala-de-estar.

"Você fica linda quando fica assim," ele comentou divertido, aparentemente, senhor da situação.

"Quem você pensa que é ou onde você acha que está?", contestei seriamente, espetando o dedo indicador no seu tórax.

Num gesto súbito, sua mão apanhou a minha e a envolveu entre seus dedos grossos e fortes. Sorriu sensualmente e beijou-me os nós dos dedos. A minha reação imediata foi ordenar às minhas pernas que parassem de tremer. Pedido que elas recusaram-se decididamente a cumprir.

Enquanto eu tentava coordenar uma saída razoável para aquela situação, fui erguida do chão pelos seus braços fortes e seguros e levada para o meu quarto.

Pensei em protestar com todas as minhas forças! Mas, antes de qualquer atitude, enlacei com ternura meus braços em torno do seu pescoço rijo e beijei-lhe o queixo arrogante.

Ele me aconchegou deliciosamente junto ao seu corpo e prosseguiu na sua marcha. Determinei-me, então, a explicar como ele estava errado e que seu comportamento era incorreto. Mas a força das suas mãos sob meus joelhos e flancos, fizeram meu pensamento tomar outro rumo.

"Sabe que ninguém até hoje me carregou nos braços dessa forma?" Comentei, notando que seus lindos olhos reluziam.

"Não?", ele olhou para mim assustado. "Por quê?"

Bom, como não podia contar para ele a verdade, inventei que...

"Acho que sou muito alta," expliquei empurrando os cabelos para trás.

"Me fale a verdade, quantos namorados você teve até hoje?"

Fiquei rubra! Namorados? Quantos? Como explicar?

"Sou adepta do sexo casual apenas," comentei brincando com um botão da sua camisa e minha mão deslizou pelo tórax... ai, ai. Parecia de ferro.

"Duvido," ele disse colocando-me no chão cuidadosamente.

Endireitando os ombros, e não esquecendo um sorriso meticulosamente calculado, enunciei. "Com você não será diferente." Cruzei os braços sob os seios e ergui o queixo. "Puramente casual, essa noite só e fim. Ponto final."

"Você não sabe de nada...", ele comentou, alisando o queixo com os dedos e olhando para o teto, divertido.

"Do que eu não sei?", perguntei enquanto ele estreitava a distância entre nós.

Ostentando um sorriso provocante, Marius olhou fixamente nos meus olhos, o desejo era evidente na sua expressão.

"Você não sabe o que eu quero fazer com você," anunciou, sorrindo provocantemente.


"Faço questão de saber," afirmei, passando os dedos nos cabelos dele. "Não estou pedindo que você me ame. Não quero que você faça amor comigo. Apenas sexo."

Suas mãos tocaram minha cintura e, num abraço firme, ele amoldou meu corpo ao dele e suspirou ao meu ouvido.

"O que você quer?"

"Uma noite tórri... de... sex... casu..."

Antes que eu pudesse responder, seus lábios mergulharam famintos sobre os meus. Gemi gostosamente de prazer e meus braços rodearam seu pescoço, e comprimi meu corpo ao dele. Rendição e desejo, uma mistura devastadora tomaram conta de mim. E meu coração batia forte e descompassado, desgovernado pelas maravilhosas sensações que a língua dele produzia ao se insinuar por entre meus lábios, e explorar lenta e sensualmente toda minha boca.

Vibrei sentindo as mãos dele deslizando da minha cintura para os quadris, amoldando seu ventre ao meu. Uma onda de calor úmido se espalhou pelo meu corpo todo quando percebi a sua rigidez. Eu derretia por dentro. Ele era duro, másculo. Em uma palavra: poderoso.

Um arrepio percorreu meu corpo quando uma mão dele subiu do meu quadril e emoldurou meu seio sobre o top. Rompi o beijo e afastei o rosto para trás, mordendo o lábio inferior para não gemer alto de expectativa. Queria mais, muito mais. Queria seu peso e seu calor sobre meu corpo. E o queria duro, muito duro e fundo dentro de mim.

Como numa coreografia previamente ensaiada, ela me libertou totalmente e seus olhos contemplaram meu corpo de alto à baixo. Aquilo era o bastante para me fazer entender o que ele desejava.

Recuei um passo para atrás. Livrei-me das minhas sandálias, e minhas mãos desceram até o cós da calça, encontrando-se sobre seu botão, abrindo-o.

Lancei-lhe um sorriso, e a calça deslizou para baixo, por sobre meus quadris até ao chão. Virei nos meus tornozelos e arranquei o top pela cabeça. O sutiã seguiu o mesmo caminho.

Com ambas as mãos, ergui os cabelos revelando minha nuca para ele. Senti seus lábios beijando-a, suas mãos deslizando pelos meus flancos e envolvendo os meus mamilos entre seus dedos.

Eu era incapaz de pensar. Todo o auto-controle tinha sumido por mágia e feitiço daquele homem incrivelmente sensual. Só conseguia sentir o desejo que ardia em meu corpo e vibrava em meu ventre, clamando por ele.

"Você é um tesão," ele murmurou, mordiscando o lóbulo da minha orelha.

"Quero sentir seu tesão bem fundo dentro de mim," respondi, sem saber ao certo o que dizia. Minha excitação havia subido vários níveis. Meus mamilos, entre seus dedos, estavam tão enrigecidos que até doíam. E sentia que ar me faltava.

Imediatamente, ele girou meu corpo como seu eu fosse absolutamente sua, como se tivesse direitos de posse sobre mim.

"Quero você toda para mim", murmurou, os lábios mordiscando e beijando meus ombros.

Antes que pudesse pensar no significado das suas palavras, seu rosto deslizou do meu ombro até o vale entre os seios. Tremi quando sua língua ávida explorou meus mamilos sensíveis e rijos, fazendo a minha pele se arrepiar, numa excitação arrasadora.

"Repete...", pedi, acariciando seus cabelos sedosos com meus dedos.

"Quero você, eu te quero, Aimée."

Que tortura! E que tortura deslumbrante e tórrida. Sentia-me incrivelmente feminina sob seus toques, sob seu desejo de posse.

"Só por hoje?," ousei perguntar, temendo romper a magia do momento.

"Não," ele objetou, erguendo o rosto e estreitando os olhos brilhantes nos meus. "Você não sabe como eu esperei por esse momento," riu gostosamente baixinho, desenhando com a ponta dos dedos os contornos dos meus lábios.

"Me beije," sussurei. E, no instante seguinte, seus lábios cobriram os meus, ao mesmo tempo que suas mãos desceram pelo meu corpo, e seus dedos tocaram meu sexo sob o tecido fino da calcinha.

Rapidamente ele deslizou a calcinha pelas coxas e, já capitulando àquela tortura, arquei meu corpo na direção da sua mão, quando seu dedo médio abriu caminho para dentro do meu sexo. Que delícia sentí-lo!

Um prazer que aumentou ainda mais quando outro dedo dele deslizou para dentro de mim. Sua mão era ágil e vibrante, pungente. Ia e vinha com vigor másculo e dominador. Entrava e explorava cada vez mais e mais. Respirando com dificuldade, queimando por dentro, eu movia meu quadris contra sua mão. Os choques eram gloriosos, brutais e selvagens. Como ondas quebrando e arrebentando em uma cadência primitiva e irresistível contra rochedos imensos e belíssimos.

Estava à beira do abismo, mais um passo e o prazer iria queimar cada milímetro do meu corpo. Reuni todas as minhas forças e, antes de perder a razão, exigi.

"Eu quero tocar você." Inspirei o ar fortemente. "Não é justo. Quero seu prazer."

Ele riu e me apertou contra o seu corpo. Seus dedos escorregaram para fora de mim lentamente. Rapidamente, minhas mãos já haviam aberto a fivela do seu cinto, o botão da calça, abaixado seu zíper quando, de repente, os dedos dele voltarem a deslizar, sedentos, para dentro do meu sexo, novamente.

Mordi seus ombros, e a minha mão deslizou sob a cueca de Marius até sentir a sua masculinidade rígida, misteriosa, vibrando e umedecendo a palma e os dedos da minha mão.

Gritei de prazer e mergulhei dentro das minhas sensações. Apenas o prazer existia para mim, naquele momento. Enfim, me rendi à ele. Já era impossível pensar qualquer coisa.

Nesse estado, ele me ergueu do chão, segurando-me com as mãos abaixo dos meus braços. Como num balé subi aos céus fascinada. Deitando-me sobre a cama, ele retirou totalmente minha calcinha. Abriu minhas pernas e suas mãos voltaram a me penetrar; seus lábios e língua deslizaram pelas minhas coxas e se detiveram sobre os pontos mais preciosos do meu sexo, chupando e lambendo, numa exploração íntima, faminta e ousada.

"Me fode!," gritei quando a tensão ficou insuportável. Mas ele não obedeceu, tornando ainda mais intensa e veloz a cadência da sua mão, lábios e língua.

E o orgasmo veio magnificamente com tanta força que ondas de espasmos sucederam-se com violência, trazendo consigo uma sensação gloriosa de prazer.

Suavemente, ele me conduziu de volta à terra, beijando-me com carinho o corpo inteiro até tomar meus lábios nos dele.

De olhos fechados, meus sentidos me informaram que ele se despia: ouvia os seus movimentos sobre a cama, o barulhinho de botões sendo abertos e da roupa deslizando pela carne suada. Tomei fôlego e, quando ele se deitou ao meu lado, levantei-me devagar e fiquei de joelhos sobre a cama. Beijei-o rapidamente nos lábios, e minhas mãos e boca se puseram a percorrer o corpo daquele homem espetacular.

Não resisti ao fascínio daquele sólido corpo másculo e perfeito, e beijei as coxas musculosas que se contraíram ao leve toque das minhas mãos e lábios.

Subindo pelas coxas, meus olhos se deliciaram com a inquieta e intensa beleza no membro enrijecido de Marius: uma força viril que era simplesmente impressionante quando se apresentava em sua máxima extensão. O tesão e a curiosidade que senti ao acariciar a pele macia, ao sentir sua rigidez, foram absolutas.

"Como você é lindo", exclamei baixinho, envolvendo com os dedos sua ereção. Então, depositei um beijo tímido e suave na ponta rosada do objeto do meu desejo. Depois lambi, atenciosa, sua extremidade, e meus olhos se encheram de prazer ao capturar o corpo inteiro dele se contorcendo como se estivesse em desesperado por mais.

E estava!

Sua respiração ansiosa e ressonante, seus músculos ligeiramente constritos me diziam isso.

Então, brinquei com a língua ao longo de toda a extensão do seu membro e ele pediu-me para parar. Não entendi por que ele não queria que eu fosse em frente. Ergui-me sobre sua cintura e envolvi o seu membro entre meus lábios, beijando-o e acariciando-o com a língua.

"Pare, não vou aguentar..."

Lancei um olhar curioso para ele e o tomei na intimidade da boca. Senti o gosto neutro da sua umidade intensa. Fascinada, segui meus os próprios instintos, usando de delicadeza para chupá-lo. Descia e subia a boca pelo seu membro, os meus lábios bem apertando na pela macia e úmida. Com a língua, brincava sobre todo ele, deixando-o cada vez mais rígido, úmido e saboroso.

Quando Marius segurou meus ombros com suas mãos e moveu os quadris para cima e para baixo, uma calafrio de prazer arrepiou toda a minha pele. Sendo mais audaz, ele emoldurou meu rosto entre suas mãos e tornou mais intensos e rápidos seus movimentos.

Até que veio a explosão de prazer.

Um sabor neutro, uma textura viscosa magnífica, e quente... aflorou em minha boca, fazendo-me sorrir. Afastando todo o recato, brinquei com a minha boca e língua naquela mistura máscula de rigidez e gozo, enquanto sugava e sorvia todo seu prazer.

Quando percebi que todas as suas forças o haviam abandonado, deitei-me ao seu lado e esperei que seu momento terminasse. Espalmei a mão sobre seu tórax viril e entrelacei meus dedos, ainda úmidos, na profusão de pelos do seu peito.

"Minha querida," ele balbuciou contente.

"Sua," concordei. Depois de ajeitar meu rosto perto do dele, acrescentei ao seu ouvido: "só sua."

De fato, um desejo novo insistia em se fazer ouvir naquele momento: o desejo de ser de alguém, de pertencer a uma pessoa. Senti uma dor no peito e o beijei na face, cruzando minha perna sobre as suas.

Inesperadamente, ele voltou o rosto para mim e um olhar de adoração e cumplicidade iluminou seu rosto.

"Você é linda", murmurou com a voz macia e grave.

"Bobo...", comentei, os olhos fixos naqueles lábios atordoantes.

Quando vislumbrei seu sorriso, avancei com a mão na direção da sua masculinidade e a incitei. Foi maravilhosa a rigidez que ele me presentou.

Ficando de joelhos novamente, deslizei o corpo sobre ele, envolvendo-o entre as minhas pernas num laço de desejo. Meus olhos fitaram fixos os dele e se estreitaram enquanto eu movia meu sexo contra a sua ereção.

"Te adoro," disse, absorvendo seu sexo no meu, num gesto vagaroso e receptivo. Depois, com movimentos largos e vigorosos dos quadris, ele respondeu aos meus movimentos de subir e descer, arrastar para frente e para trás dos meus quadris. Foi então que descobri que tipo maravilhoso de homem ele era: de súbito, ele agarrou-me os quadris fortemente, paralisando-me os movimentos. Subiu com as mãos pelas minhas costas e colou meu corpo ao dele. E, com fúria máscula, me penetrou confiante, em sucessivas arremetidas, longas e firmes, me fazendo completamente sua.

Deitei-me melhor sobre seu corpo, abraçando-o o beijando, arrebatada pelo seu um ritmo violento. Não demorou muito e uma pressão começou a se formar dentro de mim. Minha mente rodopiava, o ar parecia mais denso, minha vista se enuviava e uma onda de tensão percorria-me o corpo.

"Te quero, te amo," ele sussurrou arrebatadamente ao meu ouvido.

Todas as minhas defesas se liquefizeram e uma espiral infinita me elevou até bem alto nos céus. Gritei bem alto para que ele me acompanhasse naquela acolhedora nuvem de sonho e prazer. E, quando ouvi o meu nome sendo clamado por Marius, nos tornamos então uma só pessoa.


Depois daquela noite, para todo o sempre, eu vou me lembrar, em todos os meus sonhos, do meu amor por ele.

FIM

Observações: Marius é um nome comum, sem nenhuma ligação com o personagem que eu adoro das Cronicas Vampirescas de Anne Rice.

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