Juliana Ch. 01

byTathy©

Meu nome é Juliana, sou formada em educação física e tenho minha própria academia de ginástica, onde dou aulas de natação. Sempre tive orgulho do meu corpo e devido à minha profissão, posso me manter sempre em ótima forma. Meu marido é gerente de vendas de uma grande empresa e frequentemente viaja para outros estados, ficando fora, às vezes, por até cinco dias. Nossa vida sexual é bastante intensa e eu sou bastante fogosa e liberal. Nunca tive medo de experimentar coisas novas, tentando ao máximo não cair na monotonia. Procuro sempre que possível realizar minhas fantasias eróticas e fico frustrada quando não consigo.

Uma das minhas fantasias mais recentes era ficar nua em um lugar onde eu corresse o risco de ser flagrada por estranhos. Durante algum tempo, fiquei imaginando como eu poderia realizar esta fantasia. Temendo que meu marido não concordasse com isso, resolvi fazer sozinha, pois seria ainda mais excitante. A princípio, eu pensei em usar a minha academia e me colocar em situação de risco de ser flagrada trocando de roupa, mas logo desisti da idéia, pois poderia prejudicar a imagem da minha academia se algo fugisse do controle. Durante algumas semanas eu fiquei pensando e lendo contos na internet, tentando encontrar alguma idéia. Vários relatos me deixaram bastante excitada, mas não considerei nenhum deles realizável por mim.

Em uma das minhas leituras, um dos contos me chamou a atenção e eu tive uma idéia. Eu poderia usar nossa chácara como ponto de partida para uma tentativa. Esperei quase um mês pela próxima viagem do meu marido para tentar minha primeira aventura. Ele saiu de viagem em uma quarta-feira de manhã e voltaria na quinta-feira no final da tarde. Era tempo suficiente para mim. Logo no final da tarde, deixei minha funcionaria encarregada de fechar a academia e fui direto para a chácara. Entrei com o carro e o coloquei na garagem. Esperei até às oito e meia da noite para que a escuridão servisse de cobertura.

Tirei toda a minha roupa e a deixei na casa. Tranquei a porta e escondi a chave sob um vaso na varanda. Com o coração aos saltos, caminhei até o portão, olhando para todos os lados, me certificando de que ninguém estava me observando. Descobri que a noite pode pregar peças na gente. Para todo lugar que eu olhava, parecia que havia alguém escondido observando meus passos. Meu coração parecia querer saltar pela minha boca. Eu estava morrendo de medo. Tanto de ser vista como de que algo pudesse me acontecer. Isto porque eu ainda estava dentro da chácara.

Criei coragem e abri lentamente o portão. Olhei para fora e fiquei observando por alguns instantes se notava a presença de alguém. Nada. A rua estava deserta e iluminada apenas por alguns postes de luzes fracas, muito longe uns dos outros para que realmente pudessem iluminar alguma coisa. Minhas pernas estavam frouxas e eu não tinha coragem de dar um passo para fora do portão.

Algo dentro de mim dizia para eu continuar em frente e realizar minha fantasia, mas a coragem não estava sendo suficiente. Fiquei ali durante um bom tempo, observando a rua em todas as direções. Nenhum sinal de vida. Sabendo que eu ficaria frustrada se não desse continuidade ao meu plano, eu finalmente criei coragem e saí para fora da chácara. Fechei o portão atrás de mim, procurando não fazer nenhum barulho. Na verdade aquilo era um absurdo, pois não havia ninguém por perto para ouvir qualquer coisa. Andei cerca de quinze metros e parei, sem conseguir dar mais nenhum passo adiante. Meu corpo estava todo arrepiado, apesar de a noite estar bastante quente. Eu estava com tanto medo que tinha vontade de chorar. Dei meia volta e voltei correndo até o portão.

Entrei de volta na chácara, fechei o portão e corri até a casa. Sentei na escadinha da porta da sala e chorei, de nervoso e principalmente por ter me acovardado e não seguido em frente. Naquela noite eu não consegui dormir, pensando em como eu pude desistir tão facilmente, sem nem mesmo ter tentado um pouco mais. Aquilo não podia ficar assim. Eu teria que tentar novamente, mas eu sabia que, da mesma forma que naquela noite, eu poderia travar de medo e voltar correndo para a segurança da chácara. Eu tinha que pensar em uma saída.

Nos dias seguintes, eu não conseguia pensar em nada além daquela noite lamentável. Eu tinha que repetir a dose, mas de forma a garantir que eu não falhasse, senão eu não poderia me perdoar. A solução veio de outro conto que eu li na internet. Era relativamente simples. Eu fiz uma cópia da chave da casa da chácara e na próxima oportunidade, quando meu marido viajou novamente, eu fui até a chácara preparada para ir até o final com meu plano. Antes que escurecesse, eu procurei um lugar fora da chácara para esconder a cópia da chave que eu havia feito.

Usando um shortinho, um top minúsculo e tênis, eu saí para caminhar pelas ruas próximas da minha chácara em busca de um esconderijo para a chave. Depois de eleger alguns locais possíveis, pensei na dificuldade e nos perigos que cada um oferecia e acabei optando por esconder a chave sobre um galho de uma árvore distante pouco mais de cem metros do meu portão. Achei que mais perto seria fácil demais, e mais longe eu não teria coragem suficiente. Equilibrei a chave sobre a base do galho, logo acima da minha cabeça, e depois de dar uma boa olhada para ver se ninguém havia notado minha operação secreta, e me certificando de que a chave não estava visível para alguém que pudesse passar por ali, eu caminhei de volta até a casa da chácara.

Me programei para começar a busca pela chave às nove da noite, e decidi preparar um lanche para mim. Já tirei toda a minha roupa e comecei a me acostumar a ficar nua. Comi um lanche e andei pela chácara, enquanto esperava pelo horário determinado. Quanto mais a hora passava, mais eu ia ficando nervosa.

Era quase oito e meia quando eu decidi que se eu não começasse imediatamente, eu perderia a coragem de seguir com o plano. Para garantir que eu não teria como desistir depois de começada a aventura, eu tranquei o carro e guardei a chave dentro da casa. Verifiquei que todas as portas e janelas estavam trancadas e saí pela porta da cozinha, pois era a porta que eu tinha feito a cópia da chave. Tranquei a porta por fora e joguei a chave por baixo da porta, que tinha um vão grande o suficiente para que eu conseguisse fazer a chave se distanciar o suficiente da porta, impedindo que eu pudesse recuperá-la. Minha única opção seria ir buscar a chave escondida fora da chácara, me expondo ao perigo de ser flagrada completamente nua andando na rua. Depois que eu joguei a chave, me bateu um medo repentino e um grande arrependimento. E se eu não fosse capaz de seguir com o plano, ou se algo desse errado?

Naquele momento eu não tinha opção. Estava tudo planejado para ser daquela forma. Se eu quisesse voltar para a minha casa eu teria que ir buscar a chave. Reuni todas as minhas forças e segui na direção do portão. Parei na frente do portão e fiquei em completo silêncio, tentando ouvir algum barulho que significasse problemas. Depois de alguns minutos de completo silêncio, eu abri o portão e espiei do lado de fora. Como na noite da primeira tentativa, tudo estava calmo e deserto. Respirei fundo, reuni as minhas forças e dei um passo para fora do portão.

Tentei ver a árvore onde a chave estava escondida, mas estava escuro demais para que eu pudesse vê-la daquela distância. Comecei a andar naquela direção, com todos os meus sentidos em alerta máximo, olhando o tempo todo para todos os lados em busca de algum sinal de perigo. Eu sentia meu coração pulando no meu peito e a cada batida meus ouvidos pulsavam. Acho que se alguém tocasse em mim naquele momento receberia uma descarga elétrica, tamanha minha tensão. Fui caminhando lentamente, com medo de ficar muito tempo ali e com mais medo ainda de sair correndo na direção da árvore.

Fui medindo cada passo, e procurando possíveis esconderijos caso precisasse de um. Aquela distância foi percorrida sem nenhum problema, mas me pareceu levar uma eternidade para chegar até ali. Com um nó no estômago de medo de não encontrar a chave, eu estiquei o braço e tateei tentando encontrá-la. Ela ainda estava no mesmo local onde eu a havia colocado. Quando eu senti o contato com o metal frio da chave, eu senti um tremendo alívio e me apressei para segurá-la em minha mão. Na ânsia de pegar a chave, eu acabei derrubando-a e, na escuridão sob a árvore, não consegui ver onde ela havia caído.

Tentando não entrar em pânico, e procurando pensar com clareza, comecei a contornar a árvore para ver se via algum reflexo da chave, mas o mato que crescia ao redor do tronco da árvore não me permitia ver absolutamente nada. Cada vez mais assustada, eu comecei a vasculhar entre as folhas no chão com as duas mãos. Naquele momento, nem passou pela minha cabeça a possibilidade de encontrar algum bicho ao invés da chave. Depois de longos e angustiantes segundos, finalmente toquei em algo que me pareceu ser a chave. Quando eu a retirei do meio das folhas e verifiquei era ela mesma, eu pude respirar aliviada e só então me lembrei de onde eu estava.

Olhei nervosamente para os lados, mas não havia nenhum sinal de vida ao alcance da minha vista. Comecei a andar lenta, mas determinada em direção ao portão da minha chácara. No trajeto de volta eu não me atrevi a olhar para os lados e mantive o olhar sempre na direção do meu objetivo: o portão que me devolveria à segurança da minha chácara. Cheguei até ele sem maiores problemas e entrei o mais rápido que eu pude. Do portão de entrada até a porta da casa, já protegida pela cerca viva que dificultava a visão de fora para dentro da chácara, eu andei orgulhosa e confiante. Sentei-me na escadinha da porta da sala, e mentalmente repassei o que havia acontecido.

Ali, em total segurança, pude avaliar melhor o que me havia acontecido. Na verdade não havia acontecido nada de anormal. Somente a minha imaginação me pregando peças e me deixando assustada. Eu, em nenhum momento, cheguei nem perto de ser flagrada por qualquer pessoa, e nem mesmo por algum animal. Apesar de toda a emoção que eu senti e de toda a excitação que eu estava sentindo então, não pude evitar um certo ar de desapontamento. Depois de todo o trabalho e de toda a minha expectativa, a experiência não havia sido exatamente como eu tinha fantasiado.

Mas longe de estar frustrada, eu estava muito feliz, pois desta vez eu havia conseguido fazer o que eu me prepusera. Entrei na casa e enquanto tomava um banho quente, eu me masturbei relembrando a minha aventura. Já era quase meia noite quando finalmente peguei no sono, ainda nua, e só acordei na manhã seguinte com o despertador tocando. Por pouco não consigo chegar a tempo para abrir a academia.

Durante vários dias eu ficava relembrando aqueles momentos e sempre que eu estava sozinha, eu me masturbava conseguindo orgasmos incríveis. Até quando eu transava com o meu marido, eu me imaginava naqueles lugares com ele e meus orgasmos eram ainda mais intensos. Meu marido chegou a comentar que percebeu uma diferença no nosso relacionamento depois daquele dia, mas ele nem sonha com o que realmente aconteceu. O importante é que nós dois estamos mais felizes.

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