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O Que O Destino Preparou 02

byfatbird20006©

Este conto é totalmente produto da imaginação do autor. Qualquer semelhança entre pessoas, nomes ou situações, só poderia ser uma infeliz coincidência.M

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Ricardo chegou a casa às 04:50 e estava bastante cansado.

Tomou um duche rápido para refrescar-se e deitou-se. Mariana não lhe saía do pensamento. Que linda rapariga! Pensava. Sem se dar conta caiu nos braços de Morfeu.

Teve uma noite agitada, com pedaços de pesadelos sem nexo, e acordou duas vezes banhado em suor. Ao lado, o lugar vazio de Esmeralda, a sua falecida mulher. Como desejava tê-la ao seu lado! Chorou convulsivamente abraçado à almofada que tinha sido de Esmeralda e acabou por adormecer de novo. O choro aliviou-lhe a tensão acumulada e dormiu até às 12:40.

Era quarta-feira e tinha que voar às 17:00. Um Lisboa-- Edinburgh. Ficaria a dormir na capital da Escócia, uma das suas cidades favoritas. Iria jantar ao McGowan's. Tinha saudades de comer um haggis e um Roast leg of lamb with mint sauce, acompanhados com uma Tennents 80/. O copiloto era de novo Zeb e tinha um convite pendente com ele, para o levar comer essas delícias, se algum dia coincidissem os dois em Edinburgh. Ao contrário da comida inglesa, a escocesa era bastante aceitável e esses dois pratos eram deliciosos. Zeb era um bom miúdo e um bom copiloto.

Voltaria na quinta-feira, via Paris--De Gaulle, com chegada a Lisboa às 22:20, se não houvesse atrasos nem imprevistos. Oxalá não me atrase muito e não haja alguma avaria que me faça ficar em terra. Pensou.

Saiu em fato de treino e foi ao ginásio em frente de casa fazer o seu treino habitual. Estava em forma, sem os odiados pneus que costumam afectar os homens da sua idade. Cuidava muito a sua alimentação, não fumava, quase não bebia e conservava-se bem.

"Olá Marcelo! Tudo bem?" -- Cumprimentou o dono do ginásio.

"Tudo! Que tal os teus vôos, Ricardo? Vais mandar umas calorias abaixo, não? Vem comigo que te quero mostrar uma máquina nova. Se queres, a Claudia explica-te como usá-la." -- Marcelo olhava-o com um sorriso matreiro. Claudia era uma monitora, que era boa como o milho e andava a rondar Ricardo desde que soube que era viúvo.

"Ok! Mas se não te importa, explica-me tu." -- Ricardo não estava interessado em Claudia.

"Ah ah ah! Pobre Claudia! Podias dar-lhe uma alegria de vez em quando, homem!"

"Deixa-te de merdas!"

Foram os dois ver a tal máquina. Marcelo começou a explicar-lhe tudo.

"Eh! Não estás a ouvir nada, ou é impressão minha?"

"Hmmm! Desculpa, amigo, não me leves a mal. Deixamos a explicação para outro dia se não te importa. Estou preocupado com uma coisa que não me deixa concentrar-me." -- Sem se dar conta, a cabeça tinha-se-lhe escapado e pensava em Mariana. Isso incomodava-o imenso, mas não podia evitá-lo.

Fez um treino de 45 minutos e foi para casa.

O tempo passou rápido e quase sem se dar conta, era já quinta-feira à noite e tinha chegado a Lisboa.

Tudo correra bem, Zeb adorou as especialidades escocesas e o tempo passou a correr, sem nenhum incidente.

"Cap! Você parecia um puto de 15 anos... está mesmo vidrado na moça!"

"Respeitinho, menino! Que queres dizer com isso?" -- Seria que tanto se lhe notava? Pensou.

"Nunca o vi tão rezingão com os coordenadores de terra, nem tão preocupado em sair antes da hora. No restaurante, falava consigo e você estava na lua... as assistentes diziam-me que o comandante estava estranho e perguntavam-me se lhe passava alguma coisa. A Vanessa chegou a dizer-me: Se bem conheço os homens, está apaixonado."

"Cuidado com os falatórios nas companhias de aviação. Que respondeste?"

"Que você anda com um negócio de terrenos entre mãos e anda preocupado".

"Ah ah ah! Boa! Já começas a ser gente, rapaz! Obrigado. Aqui entre nós, só entre nós, estou desejoso de vê-la!"

"Porra, chefe! Nem fazia falta dizê-lo. Que tudo lhe corra bem e obrigado pelo convite em Edinburgh. A comida estava espectacular. Nunca pensei que o molho de menta e o puré de maçã fossem bem com o borrego assado. E adorei o haggis. Já sabe, tem que levar lá a Mariana. E garanto-lhe que ela vai! Ainda acabo por ser seu padrinho de casamento, vai ver."

"Vá... pira-te e deixa de fazer futurologia. Sacana de puto... não se te pode dar confiança."

Despediram-se e foram para as suas respectivas casas.

Ricardo tomou um duche, deitou-se e adormeceu em seguida. Tinha um cansaço acumulado de vários dias seguidos voando, alguns deles com bastante stress, atrasos estúpidos, uma bomba hidráulica inoperativa em Berlin--Tegel na semana anterior e o avião imobilizado 15 horas, uma hora e quarenta em Barcelona a espera do camião do combustível... finalmente, ia ter três dias de descanso. Estava pensando em todas essas coisas e adormeceu.

Acordou às nove e meia, foi ao café em frente de casa tomar o pequeno almoço.

"Olá Ricardo, venha para aqui!" -- Era Claudia,a monitora do ginásio.

Foda-se! Só me faltava esta gaja e não estou para a aturar! Pensou. Mas não queria ser desagradável.

"Olá Claudia, como está? Muito trabalho?"

"O normal... vemo-nos hoje no ginásio?" -- Claudia estava como sempre com uma voz e um estilo de mulher apaixonada.

"Não. Hoje não posso. Já irei outro dia..."

"Muitos vôos?"

"Não. Tenho três dias livres. Antes de segunda-feira, nada. Olá Luisa, traz-me um capuccino e um croissant com fiambre, por favor. Quer alguma coisa mais, Claudia?"

"Não, nada mais. Posso convidá-lo a acompanhar-me esta tarde a um circuito de manutenção novo que fizeram na zona do Estádio Nacional?"

"Talvez outro dia, Claudia, estes três próximos dias não trabalho, mas tenho uma quantidade de coisas que fazer. Há que aproveitar os dias livres para organizar certas coisas, sabe?"

"Decididamente não lhe caio muito bem, Ricardo..."

"Não pense nisso, Claudia. Simpatizo muito consigo, mas às vezes as coisas não se proporcionam... só isso."

"Bem... vou deixá-lo tomar o seu pequeno almoço em paz. Tenho que ir para o ginásio. Até outro dia, Ricardo." -- Apertou-lhe a mão e saiu. Notava-se que estava bastante aborrecida.

Porra... parece que começa a entender. A ver se me esquece de uma vez. Pensou.

Olhou para o relógio e achou que já era tempo de telefonar a Mariana. Foi para casa.

"Mariana? Olá! Sou o Ricardo, como está? Está bem, tratamo-nos por tu. Bem... pode ser. A morada é a que está no cartão? Muito bem. Vemo-nos em uma hora. Até já. Outro para ti."

Foi a uma farmácia e comprou uma caixa de preservativos, just in case, meteu-os no porta luvas do carro e foi para a Estrada da Luz, onde vivia Mariana.

Ela recebeu-o radiante. Estava linda! Tinha ido ao cabeleireiro. Tinha o cabelo liso, e estava cortado cobrindo o pescoço. Bastante mais curto que quando Ricardo a conheceu. Vestia uma saia estampada em tons pastel pelo joelho, Uma blusa muito fininha lisa, rosa suave. Usava umas sandálias de tiritas de couro castanho claro, que deixavam os pés totalmente a vista. Tinha uns lindos pés impecavelmente cuidados com as unhas pintadas de rosa escuro, tal como as mãos. As suas pernas eram muito bem torneadas e cheias sem chegar a ser gordas e os seios, seriam um 36.

A Ricardo, o que mais impressionava numa mulher era a finura, umas mãos bem cuidadas e uma beleza discreta. Nunca gostou de mulheres espectaculares a mais. Mariana tinha tudo o que ele gostava e esses lindos pés que pediam para ser beijados... impressionaram-no sobremaneira.

Simplesmente deliciosa! Pensou.

"Bem vindo a esta casa, Ricardo!" -- Abraçou-o e deu-lhe dois beijos. -- "Finalmente, posso estar cara a cara com o meu herói..."

"Olá Mariana!" -- Ricardo retribuiu os beijos e o abraço. Estava maravilhado e atrapalhado ao mesmo tempo. Que mania tinha de o classificar de herói... isso não ia com ele. Que bem lhe souberam esse abraço e esses beijos inocentes. Desde a morte de Esmeralda, nunca tinha estado tão perto de uma mulher e a verdade é que o necessitava. Que agradável aroma...

"Tens alguma idéia para hoje, Mariana?"

"O que te apetecer, Ricardo. Só quero estar contigo... desculpa a franqueza, mas tenho tanta vontade de te conhecer! Faremos o que quiseres. Podemos ficar e comer aqui, ir comer fora, dar um passeio... qualquer coisa!"

"Porquê essa obsessão comigo?"

"Sabes... quando era pequena, ouvia o meu pai falar de ti com tanto respeito e admiração, que comecei a imaginar-te. Estás tão lindo nessa foto, que a minha imaginação me começou a dominar..."

"Desculpa que te interrompa. São onze e quinze. Que tal se formos comer um sargo na brasa a Azóia? Sabes onde é, não? E vamos falando pelo caminho."

"Não sei onde é, mas parece-me boa idéia. Adoro peixe, quando é fresco."

"Azóia está na estrada que vai para o Cabo da Roca. Fazem aí umas sopas de frutos do mar deliciosas. E também uns peixes na brasa maravilhosos, quase vivos... sargo, linguado, robalo e dourada. Vais gostar!"

"Boa idéia! Vamos então, senão faz-se tarde."

Entraram no BMW descapotável de Ricardo. Ambos concordaram em baixar a capota, porque o dia estava maravilhoso.

"Tenho muito interesse em escutar-te, Mariana. Conta-me que o que te fez a tua imaginação."

"Bem, quando comecei a entrar na adolescência, um dia fui buscar a tua foto e disse ao meu pai: Este vai ser o meu namorado. Tinha com ele uma relação muito aberta, coisa que nunca tive com a minha mãe. Riu-se e disse-me: Se não fosse pela idade, nenhum outro veria com melhores olhos para ser meu genro, Mari. Mas 14 anos é demasiado, filha. Sempre me chamou Mari. Gostaria que me chamasses assim tu também, importas-te?"

Ricardo sentiu-se muito emocionado.

"Claro que não... Mari." -- De repente sentiu-se muito feliz. Não sabia até que ponto o seu amigo Armando aprovaria uma possível relação com a filha se fosse vivo. Acima de tudo queria respeitar a sua memória. -- "E eu, gostaria que me chamasses Rick. Era como me chamava Esmeralda, a minha falecida mulher."

"Ninguém mais que ela?" -- Era a vez de Mari se emocionar.

"Eu... Claro que não, só ela! Mas acabo de me dar conta de que talvez não o vejas apropriado... Chama-me como quiseres, Mari."

"Rick! Pára o carro!" -- Mari estava visivelmente alterada. Rick não sabia o que pensar e parou o carro na primeira berma segura que encontrou.

"Abraça-me Rick! Necessito o teu abraço já! Aqui e agora..."

Saíram do carro e ela abraçou-o. Beijaram-se...

"Oh, Rick... o que sonhei com este momento durante tanto tempo..." -- Ele estava estupefacto... e pela primeira vez feliz, em muitos meses.

Lembrou-se de Esmeralda. Imaginou-a dizendo-lhe: Sim, Rick... não quero que fiques sozinho. Sê feliz como foste comigo e eu contigo. Não te enterres em vida." Essa seria sem dúvida a sua atitude se pudesse dizer-lhe algo desde o além. Muitas vezes ela lhe tinha dito que temia muito pela vida dele, constantemente voando... e logo quis o destino que fosse ela a primeira a desaparecer.

Nessas conversas, ele dizia-lhe que se algo lhe passasse, queria que ela refizesse a sua vida e fosse feliz. Ela dizia-lhe o mesmo. Nunca nenhum dos dois imaginou que essa situação estava tão perto de acontecer.

Passaram vários carros com gente que ficava a olhar. Um BMW parado na berma da estrada e um casal a beijar-se como se fosse o último dia do universo, não era algo que se visse todos os dias. Num deles alguém abriu a janela e gritou: "Ah tigre! Aperta com ela!" Riram-se os dois e continuaram a viagem.

Gerou-se um momento de silêncio entre os dois. Ambos estavam pensativos e bastante surpreendidos pelo que acabava de acontecer.

"Rick... estou louca. Vais pensar que sou uma destas mulheres que se atiram ao primeiro que lhes aparece..." -- Ele interrompeu-a.

"Não penso nada disso! E mais! Sei que não o és. No entanto estou assustadíssimo."

"Porquê?"

"Porque eu adorava Esmeralda e não voltei a ter contacto com nenhuma outra mulher, nem para satisfazer as minhas necessidades sexuais. Mais de seis meses... podes acreditar? Pois acredita!"

"Nem se me ocorre duvidar, mas o que é que te assusta?"

"Mari, não estou preparado para ter outro desgosto e estou a gostar demasiado de ti. Até o Zeb me disse que parecia um miúdo de 15 anos. Voei com ele de novo nos últimos dois dias. Contou-me que uma chefa da cabina lhe comentou: Ou muito me engano ou o comandante está apaixonado. Já nem os meus pensamentos mais íntimos posso ocultar."

"Os teus pensamentos mais íntimos... Estás a dizer-me que estás apaixonado por mim, Rick?"

"Não. Estou dizendo que sinto uma enorme atracção por ti, que se pode converter em amor e tenho medo. Temo que tu estejas na mesma situação que eu, ou até num estado mais avançado, mas que essa atracção que sentes, seja por um mito e te passe quando conheceres o homem real que sou. E o teu pai tinha razão. 14 anos é muito."

"Vou demonstrar-te que não. Tu e Esmeralda eram da mesma idade?"

"Ela era um ano e meio mais nova que eu. Isso que tem que ver?"

"Tem muito que ver. Ou seja, vocês não tinham praticamente diferença de idade. Quantos anos durou o vosso casamento?"

"Quatro anos... até que ela faleceu."

"Ainda assim, valeu a pena, ou preferias não a ter conhecido?"

"Que disparate! Claro que valeu a pena. Não trocaria esse tempo por todo o ouro da terra."

"Imagina que chegamos a conclusão que nos amamos e nos casamos. Quantos anos crês que viveremos juntos até que se comece a notar a diferença de idade?"

"Imagino-me com 65 e tu com 51."

"Imagina agora que um dos dois fica viúvo dentro de 10 anos e, entretanto vivemos muito felizes. Não terá valido a pena?"

"Claro que sim, mas..."

"Não terminei. Imagina que Esmeralda continuasse viva e vocês se divorciassem dentro de 10 anos. Não teria valido a pena?"

"Isso não ia acontecer! Não me baralhes..."

"Não sabes. Nem ninguém o saberá nunca. Vive a vida, desfruta o que puderes e não penses no futuro. Podes estar com 65 cheio de saúde e eu com 51 numa cadeira de rodas. E terás que cuidar-me ou abandonar-me. Entendes a relatividade da vida?"

"Eu... nunca tinha visto as coisas por esse prisma..."

"Mas tens que ver. Se achares que vale a pena, vamos conhecer-nos melhor, para não tomar decisões precipitadas. Eu acho que sim. Acho que vale a pena!"

"Eu... meu Deus! Que situação terrível..."

"Se eu achar que o mito nada tem que ver com o homem, serei a primeira a dizer-te, porque não quero voltar a enganar-me. Se eu não corresponder as tuas expectativas... faz tu o mesmo comigo. Se eu não estiver enganada e apostaria que não estou, terei toda uma vida para demonstrar-te que esses 14 anos não são nem para ter em conta. Mas se não queres nem tentar, terei que aceitar a tua decisão, com todo o respeito do mundo... e com todo o meu desgosto."

Entretanto, chegaram ao restaurante.

"Mari... quero tentar! Acho que vale a pena." -- Disse-lhe enquanto esperavam pela comida.

Comeram muito bem e depois foram ao Cabo da Roca. Rick agarrou-a, abraçou-a e beijou-a de novo. Ela correspondeu a esse beijo com toda a intensidade da sua paixão. Depois pegou num bloco de notas e fez umas anotações.

"Mari, já no avião te vi anotar coisas nesse livrinho. Posso saber o que é?

"São notas para o nosso diário de bordo. Com tudo. Desde o tempo em que comecei a... bem, desde os meus 14 anos, quando decidi que um dia serias o meu namorado. Depois passo tudo para o diário. Acabamos de entrar na parte 3 com todas as datas e horas escritas... o nosso primeiro abraço à beira da estrada, incluindo o comentário daquele ordinário que passou, o segundo no ponto mais ocidental da Europa, o nosso primeiro encontro, tudo. Tenho esperança de ultrapassar a Bíblia em extensão, dentro de alguns anos."

"Incluis o teu primeiro casamento?"

"Bravo! Já começas a admitir que pode haver um segundo. Sim. Dediquei-lhe meia página com o titulo de lamentável acidente de percurso. Foi a parte 2. Faz parte da história, como o nazismo faz parte da história da Alemanha. O que ainda não te contei é que Tomás, o meu ex, era muito parecido com o alferes Velasco. Essa era a principal razão porque odiava a foto. Intuía que era um substituto, o que até certo ponto era verdade, mas só me dei conta muito mais tarde. Creio que foi por isso que me apaixonei. Mas não valia nada."

"Sabes o que me disse o Zeb? Que já se está a ver meu padrinho de casamento. Zanguei-me com ele!"

"Pobre moço! Não devias."

"Mari, chegados a este ponto... queres passar o fim de semana comigo?"

"Tu queres?"

"Claro que sim! Mas tenho que estar em casa domingo à tarde, porque voo na segunda-feira as oito da manhã. Cumpro sempre os períodos de descanso mínimos."

"Não te preocupes, quero ser a tua... bem, o que não quero é ser o teu impecilho."

"Que ias dizer?"

"Sabes muito bem. Não me obrigues a dizê-lo. Talvez chegue o momento, mas ainda não chegou!"

"Tenho um pequeno chalé nas Azenhas-do-Mar. Vamos para lá ou preferes um hotel?"

"Como preferires, querida. O que quero é estar contigo, nem que seja no inferno!" -- Abraçaram-se e beijaram-se apaixonadamente.

"Não é tarde nem é cedo! Vamos para o chalé. Aí, tenho tudo o que me faz falta e que não trouxe de casa... e adorei que me chamasses querida... querido!" -- Anotou a hora a que ele por primeira vez lhe chamou querida.

"Ok. Mas antes, vamos a Sintra. Necessito comprar umas coisas de higiene pessoal, cuecas meias e um fato de banho."

continua...

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