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Um anjo chamado Aurora

byfatbird20006©

Eduardo deambulava pelas ruas de Paris, sem destino, como um zombie.

Eram só dez e quinze da manhã e já tinha andando mais de dez quilómetros. Sentia-se fatigado, mas era o melhor que lhe podia acontecer. A fadiga combate o stress e adormece a dor.

Estava na Île de la Cité e a catedral de Nôtre-Dame olhava-o imponente de cima para baixo. Ele sentia-se como um moscardo ao lado de um elefante, e apreciava esse imponente monumento, sem pensar em nada. Inconscientemente estava impressionado com a grandeza da catedral, mas o seu estado de desânimo era tal, que nem se apercebia disso...

Quando começou a atravessar a Petit Pont sobre o Sena, parou a meio. Apoiou os cotovelos no gradeamento da ponte e olhou fixamente a água por baixo de si. À direita via o Quai du Marché Neuf, que estava deserto. Enquanto olhava tudo isso pela última vez pensou: Aqui se acaba tudo, Eduardo. Estava decidido.

"Eduardo! Nem pense em fazer uma estupidez dessas!" -- Disse-lhe uma melodiosa voz de mulher atrás de si.

Eduardo virou-se para trás e viu uma senhora que aparentava ter trinta e tantos anos, com cabelo loiro natural, salpicado com alguns cabelos brancos que lhe davam um encanto especial, muito bonita, com uma expressão e uns olhos que o fascinaram. Eram cinzentos com um ligeiro tom azulado e transmitiam calma. O seu olhar era penetrante. Tinha um corpo precioso. Sem ser espampanante, era uma linda mulher.

"Mas..." -- Ela cortou-o.

"Está a preguntar-se neste momento como sei quem é e o que ia fazer, quem sou, que tenho eu que ver com a sua vida..." -- Eduardo interrompeu-a, estupefacto.

"Efectivamente! Quem é você? Que sabe de mim? Como sabe que eu...?"

"Nada disso importa! Há vários anos também eu me suicidei aqui. Também não pude suportar que o homem a quem dediquei os melhores anos da minha vida me abandonasse. Mas sabe? Ele não merecia esse sacrificio, e ela também não merece o seu. Essa tal Susana não presta! A sua sorte, Eduardo, é que ela tenha saído da sua vida. Você sim! Você é um homem de bem, inteligente e trabalhador, que merece tudo. E vai ser muito feliz, pode acreditar-me. Não dê cabo de tudo com um acto desesperado."

"Se você não me estivesse a demonstrar que sabe perfeitamente do que está a falar, diria que estava louca. Mas como é que se suicidou se está aquí comigo? Quer dizer que tentou suicidar-se, não?"

"Toque-me!"

"Como?"

"Toque-me!" -- Insistiu ela.

Eduardo, tentou tocar-lhe num braço e a sua mão atravessou a sua imagen tridimensional tão real e ao mesmo tempo virtual. O sangue gelou-lhe nas veias.

"Não se assuste, Eduardo. Talvez eu seja um fantasma, um espírito, um anjo, ou o que me quiser chamar. É-me indiferente... Sim! Eu também desejaria poder abraçá-lo... É verdade, Eduardo, leio-lhe o pensamento... Tem razão! Tudo isto é surrealista."

Efectivamente ela lia-lhe o pensamento. Que experiencia incrível e assustadora.

"Eduardo, você vai sair desta. Prometa-me que vai dar uma oportunidade à vida. Olhe... porque não aproveita para ir visitar o museu d'Orsay? Verá que os pintores impressionistas lhe vão levantar um pouco a moral. Preste especial atenção ao flautista de Manet. Obrigada, Eduardo. Saber que um homem como você, tão jovem, inteligente e interessante me acha fascinante é um prémio que não esperava e por motivos que não lhe posso explicar, deixa-me muito mais tranquila. Brevemente entenderá porquê..."

"Sim, absolutamente fascinante... Volte à vida. Como se chama? Quero conhecê-la melhor!"

"Se fosse possível, Eduardo... Mas não é. Faça o que lhe disse. Em tempos, chamei-me Aurora... O que daria por ter conhecido um homem como você! Teríamos sido muito felizes. Bem Eduardo, a minha missão consigo terminou. Recorde o que lhe disse. O flautista de Manet. E desista de suicidar-se. A sua hora ainda não chegou e faltam muitíssimos anos. Adeus!" -- Aurora fez-lhe o gesto de um beijo com os lábios. Depois, lentamente desvaneceu-se.

Eduardo estava estupefacto. Só poderia ter sido uma alucinação, mas foi tão real... Sentiu um enorme vazio e uma tristeza imensa, mas agora queria viver. Que teria que ver o flautista de Manet com toda esta história?

"Aurora! Volte! Por favor..." -- A gente que passava olhava-o. Pensavam que era um louco falando sozinho. Aurora só tinha estado visível para ele.

De repente apercebeu-se de que tinha fome. Começou a caminhar em direcção ao Quartier Latin e foi comer a um restaurante no Boulevard Saint-Germain.

Aurora! Pensou. Que mulher fascinante. Se fosses real... Será que imaginei tudo?

Quando terminou de comer, impelido por alguna força estranha, apanhou um taxi e foi ao Museu d'Orsay. Havia uma fila enorme. Dirigiu-se a uma moça novita com ar de estudante pobre que tinha acabado de comprar o bilhete de entrada e disse-lhe num francês impecável: Desculpe, tenho uma urgência enorme em entrar aí dentro. Dou-lhe cem euros por esse bilhete, porque não posso esperar. E mostrou-lhe duas notas de cinquenta euros. A moça encolheu os ombros e sorriu. Ia fazer o melhor negócio da sua vida. Que jeito lhe faziam esses cem euros! Entregou-lhe o bilhete e ele deu-lhe o dinheiro. Merci, Monsieur. Bonne journée. Disse a moça com um sorriso de orelha a orelha. Ele sorriu-lhe e entrou no museu.

Eduardo estava maravilhado com o que via. Muitos quadros eram seus conhecidos e era a primeira vez que os via ao natural, mas não podia deter-se para vê-los calmamente. Não conhecia o museu, mas foi seguindo um caminho que o levou rapidamente ao seu destino final, como se uma mão invisível o guiasse. De repente encontrou-se frente a frente com o flautista de Manet e recordou Aurora. Ficou todo arrepiado. O flautista olhava-o como se fosse uma pessoa real. Que maravilha de quadro. Mas imaginava-o maior. Pensou.

De repente, sentiu necessidade de olhar para trás. Foi então que a viu.

"Aurora! Que alegria. Pensei que nunca mais a ia ver!"

"Como?" -- Aurora olhava-o com uma expressão estranha, aparentemente surpreendida.

"Sim, Aurora. Sou eu. Eduardo. Quer fazer-me crer que não me conhece?"

"Desculpe cavalheiro, mas garanto-lhe que nunca o vi na vida! Como sabe o meu nome?"

"Meu Deus! Aurora, estivemos juntos há duas horas numa ponte do Sena, na Île de la Cité, junto a Nôtre-Dame! Sou o Eduardo."

"Isto é estranhíssimo, Eduardo. Um de nós dois está louco e já não sei se sou eu ou se é você... Juro-lhe que não me recordo de o ter visto nunca! E que estranho... Somos dois turistas portugueses em Paris... Ou você vive aqui?"

"Não Aurora, sou um turista. E sou um cavalheiro! Nunca inventaria uma história assim para meter-me consigo. Podemos tomar um café sentados e falar com calma?"

"Podemos. Não sei porquê... mas aceito o seu convite."

"Que tal se saímos e vamos calmamente a uma esplanada? Se quiser mostro-lhe os meus documentos e você telefona a alguém conhecido. Pode informar quem sou, o número do meu BI, se acaso tem medo que eu seja algum malfeitor. Não lhe levo a mal por isso." -- Pegou no BI e estendeu-lhe a mão para que ela o visse.

"Não é necessário. Sinto que você é uma pessoa de bem e normalmente não me equivoco com as minhas primeiras impressões. E se você me matasse, acredite que me fazia um favor. Já nada me importa..." -- A expressão de esta nova Aurora era o vivo retrato da desolação.

"Você também?" Um anjo disfarçado de Aurora decidiu juntar-nos. Pensou Eduardo.

Depois desta situação tão insólita, nenhum dos dois estava com vontade de seguir visitando o museu e ambos sentiam curiosidade de conhecer o outro.

Caminharam mais ou menos meia hora até que encontraram uma esplanada com bastante bom aspecto. Sentaram-se.

Durante o caminho, Eduardo foi-lhe contando o que tinha acontecido.

"Susana, a minha ex-noiva, de repente deixou-me. Já tínhamos o casamento marcado para dentro de dois meses. Foi-se com um amigo meu. Que amigo! Odeio-o! Estava tão desesperado, que decidi vir a Paris para tentar distrair-me um pouco, mas o meu desespero não diminuiu. Hoje decidi suicidarme no Sena, em frente de Nôtre-Dame. Aurora impediu-me. Era igual que você, nos mais ínfimos detalhes. Esse vestido, esses maravilhosos olhos, essa linda voz... Tudíssimo!"

"Eduardo, tenho pelo menos quinze anos mais que você... tratemo-nos por tu."

"Talvez, Aurora... mas és fascinante. Posso tocar-te?"

"Tocar-me? Para quê?" -- Era um pedido que lhe pareceu descabido. Agora começava a estar desconfiada. Será um descarado buscando sexo fácil? Pensou. A sua intuição dizia-lhe que não, mas... Quem vê caras não vê corações.

"Aurora... Sou um cavalheiro dos pés à cabeça. Deixa-me tocar-te. Já te explico porquê." -- Sem esperar a sua autorização, acariciou-lhe suavemente a face. Ela não se moveu.

"Ufff... Que alívio!" -- Aurora não entendia nada e ficou com uma expressão de espanto.

"Eduardo... Podes explicar-me...?"

"Desculpa, Aurora. Tu... Quero dizer, ela acabava de salvar-me a vida e desejei abraçá-la. Era linda! Fascinante... Lia-me todos os pensamentos e disse-me que não era possível porque não estava viva... Que em tempos se tinha suicidado. Como não a acreditei, disse-me que lhe tocasse. A minha mão atravessou a sua imagem. Senti algo como electricidade estática e os pelos do braço eriçaram-se-me. Foi horrível. Tinha que tocar-te para ver se eras real. Entendes-me?"

"Eduardo... Isto é algum truque para me levares a...? Bem, sabes o que te quero dizer..."

"Por favor, Aurora! Sei que tudo isto é incrível, mas como podia eu saber o teu nome? E insisto. Sou um cavalheiro! Jamais faria algo tão desprezível como inventar uma história assim." -- Enquanto falava, humedeciam-se-lhe os olhos. -- "Bem, Aurora, não te censuro por estares desconfiada. Dá-me um momento."

Foi ao interior do café e pagou a conta.

"Aurora, reconheço-te o direito a essa desconfiança, mas estou ferido na minha dignidade e profundamente triste. Aqui nos despedimos. Já paguei a conta. Podes ir-te quando quiseres. Adeus e que sejas muito feliz. Como gostava que tudo tivesse sido diferente!"

Eduardo afastou-se sem olhar para trás. Estava definitivamente destuido e caíam-lhe as lágrimas à medida que caminhava. Porque tinha que ter aparecido aquele anjo, fantasma, ou o que quer que fosse e não o tinha deixado morrer em paz?

Depois de uns cuarenta minutos caminhando, sentiu-se fatigado e sentou-se num banco de jardim. Já começava a escurecer.

De repente, Aurora apareceu à sua frente, saída sabe Deus de onde.

"Não, Aurora, ou como quer que se chame. Deixe-me em paz! Não Quero mais conselhos. Conheci uma mulher igual de linda e maravilhosa que você, mas não resultou. Pensou que eu era um sedutor barato que inventou uma história sem pés nem cabeça para ir com ela para a cama e espezinhou o pouco que restava do meu amor próprio... Estava onde me mandou, em frente ao flautista de Manet. Vá-se embora, por favor... e não volte. Só quero morrer em paz!" -- Enquanto dizia isto, as lágrimas caíam-lhe pela cara. Tapou os olhos com as palmas das mãos, soluçando.

Aurora sentou-se ao seu lado, abraçou-o e deu-lhe um beijo na face. Era a Aurora humana. Podia sentir o seu contacto e a sua maravilhosa fragância.

"Sou eu, Eduardo! Não é o teu anjo disfarçado de Aurora. Perdoa-me por ter duvidado de ti, mas era tudo tão inverossímil...Tenta comprender-me. Olha-me nos olhos."

Ele olhou-a e ela chorava também.

"Ai, Eduardo! Se soubesses a minha triste história... Somos dois infelizes e o teu anjo decidiu juntar-nos. Não volto a duvidar mais de ti. Tenta perdoar-me. Quero jantar contigo esta noite, navegando pelo Sena. Sinto um enorme desejo de conhecer-te melhor. Sinto muito por te ter ofendido."

Passaram o tempo que faltava para o mini cruzeiro paseando de mãos dadas e aos poucos foram-se relaxando. Ela contou-lhe o seu drama pessoal. Não era muito diferente do de Eduardo. Começaram a tomar consciência de que se sentiam muito bem em companhía um do outro.

Finalmente chegaram ao barco. A noite estava maravilhosa, com lua cheia e uma temperatura muito agradável. Começaram a jantar.

"Eduardo, eu tenho cuarenta e três anos. E tu?"

"Pois... Não te dava mais de trinta e cinco. Eu tenho vinte sete." -- Ela ficou com um semblante muito triste.

"Dezasseis anos... Que pena!"

"Que pena o quê? Eu não me importo com isso para nada. Susana era um ano mais nova que eu e o meu sonho tardou só três anos em desmoronar-se."

"Não posso arriscar-me a apaixonar-me por ti, Eduardo. E é o que certamente vai acontecer se continuarmos a ver-nos. Por isso, creio que quando esta noite chegar ao fim, devemos seguir cada um o seu caminho. Sempre nos ficará a recordação de Paris... como a Bogart e a Bergman em Casablanca." -- Ele não acreditava no que ouvia.

"Aurora! Não nos faças isso. Tu crês que o meu anjo nos juntou só para uma noite? Sabia perfeitamente o que estava a fazer! E garantiu-me que ia ser muito feliz. Era igual que tu, e só depois de ter a certeza de que me agradou muitíssimo é que me enviou a ti. Não me agradou só pela sua beleza... era fascinante como tu. Tinha essa voz linda que tens tu... transmitiu-me tranquilidade, como me transmites tu... Fez-me desejar a sua compañía, como desejo a tua..."

Ela interrompeu-o.

"Sê realista. És um jóvem engenheiro, com uma boa situação económica e social, não te faltarão pretendentes... imagina-te com cuarenta anos, junto a uma cincuentona já perto dos sessenta...Terias vergonha de apresentar-me como a tua mulher e alguma acabaria por conseguir convencer-te... Não quero ter mais desgostos nem decepções." -- Ele cortou-a.

"Cobarde! Dá-nos uma oportunidade. Se falhar, separamo-nos. Se resultar ficamos juntos. Vive o dia a dia. Vê o que te passou com o teu marido e eram da mesma idade. Às tantas ficas viúva antes dessa idade e recordarás com carinho a nossa relação."

Entretanto acabaram de jantar e os casais começaram a dançar ao som das músicas românticas que tocavam. A certa altura escutaram Sinatra cantando Strangers in the night.

"Tens que me conceder esta dança, Aurora. É a minha música preferida." -- Ela acedeu.

Desfrutaram imenso dançando juntos e a certa altura Eduardo beijou-a apaixonadamente. Ela correspondeu plenamente a esse primeiro beijo. Quando a música terminou, nem se deram conta e continuavam a beijar-se, como se o mundo estivesse para acabar nos próximos dez minutos.

De repente despertaram desse transe quando um italiano cinquentão, que estava com uma mulher uns vinte anos mais nova, começou a bater palmas gritando: Brrrravooooo! Che bello è l'amoreeeee! Os outros casais riram-se e fizeram coro com eles batendo palmas também. Aurora ficou vermelhíssima.

"Grazie mille!" -- Disse Eduardo ao italiano e continuou em francês... -- "Merci mesdames et messieurs! Garçon, champagne pour tout le monde!"

Mandou servir uma taça de champagne a todas as pessoas presentes incluindo os empregados. O ambiente não podia estar mais agradável e toda a gente brindou pelo romântico casal. Aurora estava capaz de se meter pelo primeiro buraco que encontrasse... mas estava verdadeiramente feliz.

"És um romântico, Eduardo. Eu também! Hoje rejuvenesci vinte anos. Esta noite necessito dormir contigo. Queres?"

"Claro que sim. Aurora, não quero precipitar-me, mas auguro que este é o princípio de um grande amor. Somos dois adultos que sofreram muito e estamos a adorar estar juntos. Vamos deixar que o tempo ponha tudo no seu lugar. Ficamos no teu hotel ou no meu?"

"No teu. Quando termina a tua estadia?"

"No domingo. E a tua?"

"Também. Que coincidencia." -- Aurora sorria. Já não tinha a expressão amarga com que Eduardo a conhecera.

"Tens bilhete de regresso com uma data fixa ou podes trocar a data e ficar uns dias mais? Eu tenho ainda dez dias de férias depois de domingo. Podia alugar um carro e íamos ver os castelos do Loire... Um lindo passeio, com uma linda mulher!"

"Tenho que perguntar à agência. Mas não nos precipitemos. Até domingo temos mais quatro dias e entretanto decidimos o que vamos fazer. Eu tenho uma semana mais de férias."

Entretanto terminou o mini cruzeiro e sairam verdadeiramente felizes.

"Meteram-se num taxi e foram para o hotel de Eduardo depois de passar pelo de Aurora, que teve que ir buscar algumas coisas."

Já no quarto, ela abraçou-o e beijou-o com muita ternura.

"Eduardo... de certeza que queres seguir adiante? Não me vês uma velha com idade para ser tua mãe?"

"Não és velha, não tens idade para ser minha mãe, nem isso me importa para nada. És fascinante, culta, linda... e és a mulher com quem quero estar. Não se trata de um impulso sexual, a pesar de que também o sinto. Gosto muito de ti, Aurora e creio que estou começando a apaixonar-me. Não penses no problema da idade. Não tem a menor importancia para mim."

Enquanto lhe dizia estas lindas palavras sussurrando-lhe ao ouvido, dava-lhe beijinhos na orelha e no pescoço, quase sem roçá-la com os lábios e foi-lhe desapertando os botões da blusa. Ao mesmo tempo, ela acariciava-lhe o pescoço e o cabelo.

"Eduardo... ohhh... Mmmm..." -- Nesse momento, ele já lhe tinha tirado a blusa e o soutien. Acariciava-lhe os biquinhos dos seios com as pontas das unhas, quase sem tocá-los. Estavam completamente erectos. Tinha uns lindos seios 36, com auréulas grandes e rosadas, que se mantinham sem nenhuma flacidez, a pesar da idade.

Beijaram-se apaixonadamente e as suas línguas entrelaçavam-se num bailado sensual e frenético ao mesmo tempo. Aurora agarrava-lhe o membro, agora durísimo, por cima das calças. Eduardo meteu-lhe a mão por baixo da saia. Acariciou-lhe a molhadíssima vulva. Sentiu o aroma almiscarado do sexo em fogo de Aurora.

Ela começou a despi-lo. Quando ele estava em tronco nú, Aurora chupou-lhe e mordiscou-lhe os mamilos, enquanto lhe desapertava o cinto e lhe tirava as calças. Ele passou-lhe a mão por detrás e desapertou-lhe o zip da saia, que caiu no chão. Depois terminaram de despir-se um ao outro e foram duchar-se juntos.

"Mmmm... Querido! Que coisa tão boa e tão grande!" -- Acariciava-lhe o membro e os testículos enquanto o lavava com gel. Ele também a lavava carinhosamente. Estava completamente depilada e tinha os pequenos lábios e o clítoris invulgarmente grandes, que pediam para ser chupados. Depois acariou-lhe o rabinho com gel e ela não protestou quando lhe introduziu um dedo muito suavemente. Adorava carícias anais.

Saíram do banho e secaram-se um ao outro.

"Tenho que te confessar uma coisa, Eduardo..." -- Ele olhou-a nos olhos e deu-se conta de que a felicidade que começava agora a florescer na sua cabeça a tornava muito mais bonita. Era outra mulher, com outra expressão. Estava agora igual ao anjo, com o mesmo ar doce e sereno.

"Diz-me, meu amor."

"Quando te dirigiste a mim no museu d'Orsay... Senti uma atracção enorme por ti. Creio que comecei a apaixonar-me nesse momento. Mas como estava tão ferida, pensei que era uma forma de tentar libertar-me da minha dor. Agora sei que não. Ai, Eduardo, se vês que só sentes atracção sexual por mim, não sigas adiante que vais terminar de aniquilar-me. Se é só isso, amanhã despedimo-nos e seguimos cada um o seu caminho."

"A última coisa que quero, Aurora, é ferir-te. Senti na carne o que é sofrer por amor e jamais faria uma coisa assim a ninguém. Sinto uma enorme atracção sexual por ti, é certo, mas o carinho que te tenho neste momento é enorme e creio que vamos viver uma linda história de amor. Gozemos estes dias tranquilamente desfrutando desta maravilha. Se algum de nós os dois sentir que é só atracção sexual, pela minha parte comprometo-me a dizer-te a verdade e peço-te o mesmo a ti. Também não quero ter outra decepção."

"Acredito em ti, Eduardo. És jóvem, mas bastante maduro. Sigamos adiante sem desconfianças, mon cheri. Seja o que Deus quiser."

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